quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Aquele do casamento...

Quando a porta abriu todos olharam...
Ali estava ela de braços dados com o pai, segurando o buquê e com o coração na boca.
Cada passo que dava ia reconhecendo cada rosto emocionado...
O futuro marido impecavelmente arrumado a espera no altar. Ela caminha devagar quase no ritmo da música que os melhores músicos da cidade tocam. Tudo perfeito! A ornamentação, as daminhas, os padrinhos... Só uma coisa a pertubara...
O padre ia falando e como um zumbido as palavras sumiam em seus ouvidos... Chegou a hora das alianças... Disse sim sem pensar... Sorria inebriada naquele espetáculo...
Tudo soava muito forte: o violino, a voz do tenor...
Ela estava em êxtase... mas alguma coisa continuara a perturbando...
Quando disse sim foi um sim para aquele vida que queria ter ao lado dele, ao lado dos filhos que teriam, ao lado das famílias unidas em cada natal, ao lado dele cada dia parecia ser maravilhoso.
Quando abriu os olhos não era o noivo esperado e surpreendentemente ela não era a noiva.

Bui

Aquele que não passa...

Quando fico quietinha não é tristeza, só estou pensando...
Quando falo sem parar não é descoltrole, só estou tentando achar as palavras...
Quando falo de saudade não é para sofrer, é para viver de novo...
Quando quero ir não é para perturbar, só quero ver...
Quando dirijo cantando não é exibicionismo, só estou curtindo "a música"...
Quando fico lembrando não é saudosismo, só estou sentindo aquilo tudo de novo, e de novo, e de novo...

Bui