quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Aquele do casamento...

Quando a porta abriu todos olharam...
Ali estava ela de braços dados com o pai, segurando o buquê e com o coração na boca.
Cada passo que dava ia reconhecendo cada rosto emocionado...
O futuro marido impecavelmente arrumado a espera no altar. Ela caminha devagar quase no ritmo da música que os melhores músicos da cidade tocam. Tudo perfeito! A ornamentação, as daminhas, os padrinhos... Só uma coisa a pertubara...
O padre ia falando e como um zumbido as palavras sumiam em seus ouvidos... Chegou a hora das alianças... Disse sim sem pensar... Sorria inebriada naquele espetáculo...
Tudo soava muito forte: o violino, a voz do tenor...
Ela estava em êxtase... mas alguma coisa continuara a perturbando...
Quando disse sim foi um sim para aquele vida que queria ter ao lado dele, ao lado dos filhos que teriam, ao lado das famílias unidas em cada natal, ao lado dele cada dia parecia ser maravilhoso.
Quando abriu os olhos não era o noivo esperado e surpreendentemente ela não era a noiva.

Bui

Aquele que não passa...

Quando fico quietinha não é tristeza, só estou pensando...
Quando falo sem parar não é descoltrole, só estou tentando achar as palavras...
Quando falo de saudade não é para sofrer, é para viver de novo...
Quando quero ir não é para perturbar, só quero ver...
Quando dirijo cantando não é exibicionismo, só estou curtindo "a música"...
Quando fico lembrando não é saudosismo, só estou sentindo aquilo tudo de novo, e de novo, e de novo...

Bui

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O tal... o que você me faz!

"Já me disseram que sou desalmado. Que eu só me encontro quando estou perdido.
Já me fizeram ir contra as paredes do meu próprio peito.
Já me contaram tão loucos segredos.
Já me tiveram na ponta dos dedos.
Já me quiseram de qualquer maneira, sem nenhum respeito...
Já me afogaram no prazer mais vivo.
Me resgataram dos meu pesadelos.
Já me ensinaram mil gritos de guerra, mil canções de paz.
E já me amaram como uma criança, amamentaram minhas esperanças...
Me domina quando me obedece.
Me enlouquece eu até sei porquê..."
Sergio Suian

Gosto de postar meus próprios textos aqui.... mas esse... esse vale!
Bui

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

o tal entre olhares...

Fiquei algum tempo sem escrever.
Talvez não tivesse mesmo palavras.
Engraçado que mesmo depois desse tempo minha vontade não diminui...
Não sei muito sobre você. Só o que preciso.
Não te vejo só para deixar saudade.
Não procurei mas me achou.
Não importa o que eu faça você sempre está lá.


Bui

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A tal terceira chance...

Bom, vamos lá! O que faz querer de novo? Ser bom. Bom pra quem? Claro que para os dois neh?
Pra ter certeza nunca experimento uma vez só. Como assim? Ué, a primeira é só para quebrar o gelo, apenas o primeiro passo. Só pra ver se tem química, se rola. É como se a gente tivesse na loja experimentando a roupa pra ver se tem a cor que você gosta, se não está apertado ou largo demais... enfim, saber se cai bem. Se a primeira for péssima nem perca seu tempo. Mas se for bom, interessante, aí já dá pra partir pra a segunda. A segunda é como uma segunda chance pra isso tudo. Aí, analisa mesmo. Sem pena. Você já não tem a pressa da primeira então consegue relaxar muito mais e aproveitar. A segunda tem quase peso dois. A intimidade é muito maior. Se ainda sim você achar que vale a pena, que foi bom mesmo e não só empolgação de primeira viagem, aí vai com tudo. Vai pra terceira. Essa sim é boa. Você já sabe o que é bom, o que gosta. E a terceira vira quarta, que vira quinta...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A tal festa...

Parou o carro logo atrás.
Entrou e ele estava de costas.
Dançava e ele do outro lado da pista.
Apoiou em suas costas para arrumar o sapato.
Lhe pediu licença para ir ao banheiro retocar a maquiagem.
Passou por de trás dele na hora dos cumprimentos.
Conversou com seus amigos enquanto ele do outro lado jantava.
Quando apareceu ela já tinha ido procurar pessoas.
Passaram a noite se vendo sem se olhar. Não imaginavam o que aconteceria alguns anos depois...
B...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A tal gente...

Tem gente que ama a gente e tem gente que a gente ama.
Tem gente que queremos perto e tem gente que fica perto da gente.
Tem gente que vemos sempre e tem gente olhando por nós.
Tem gente que convida a gente e tem gente que a gente convive.
Tem gente surda que não ouve o que falamos.
Tem gente muda que não fala o que queremos ouvir.
Tem gente que não tem comparação e tem gente sem noção.
Tem gente que preenche e tem gente que invade.
Tem gente que sai da gente e tem gente que não conseguimos sair.
Tem gente que não sabe o que quer e acaba não sabendo querer.
Bui

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A tal revolução...

Estava tudo indo até bem quando uma revolução começou. Não sabia porque não queria mais coisas que lhe eram tão importantes. Pessoas indispensáveis sumiam na poeira do porta retrato. Cartas que de tão envelhecidas rasgavam-se na caixa. Pensamentos que lhe consumiam agora nem pensar! Projetos que lhe desprendiam tanta energia viram guia para outros. Roupas agora não pensa mais. Coisas que antes lhe dara prazer fora substituído sem que percebesse. Cheiros novos no ar. Lugares novos para visitar. Roupas novas para comprar. Detalhes novos para experimentar. Outro caminho para olhar...
Bui

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O tal Dia dos Avós...

Nada mais justo que ter o dia deles!
Não tem coisa melhor que avó e avô. O carinho deles faz tudo parar... O abraço é o melhor... As palavras são as mais sinceras... Ainda bem que pude conviver (e muito!) com os meus. São como estrelinhas que preenchem a gente com mimos e puxões de orelha cheios de amor. Com certeza minha infância foi muito melhor porque tive eles bem pertinho de mim. E agora posso ver como tenho muito deles em cada atitude minha.
Quero agradecer a vocês por todo esse amor que me dedicaram!
Os amo muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito!
Bui

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O tal chiclete...

Ana Lua tinha 7 anos e adorava chicletes. Sempre que ganhava um dinheirinho, lá ia a menina para a loja mais bonita e cheirosa do bairro: a Chicleteria! E lá ela passava horas... encantada com a diferença de um para o outro.
Os coloridos eram os que chamavam mais atenção! Mas ela era alérgica, e não podia ousar muito... Os pequenininhos eram lindos, ela colocava muitos na boca para fazer um bem grandão. Tinha muitos formatos diferentes, embalagens grandes e pequenas, e até vendidos a metro! Alguns perdiam logo o sabor, uns mudavam de cor com o tempo e outros até pintavam a língua.
Ela não gostava dos que eram duros ou não faziam bola, eram muito chatos... Gostava mesmo é dos macios, cheirosos e que ela podia brincar bastante! Alguns tinham o cheiro de uma coisa, mas, quando experimentava, o gosto era de outra. Os de menta ardiam a boca, os de frutas eram bem docinhos, e o de pimenta parecia ser ruim, mas depois acabava bem gostoso.
Depois de muito pensar, ela finalmente escolheu. Pegou um que nunca tinha experimentado. Pagou, e saiu da loja feliz da vida! No caminho, quando foi abrir o pacotinho, o chiclete escorregou e caiu no chão. Tadinha da Ana Lua... escolheu tanto o melhr ciclete de todos, e acabou sem saber o gosto que tinha.


Bui

A tal festa junina...


Na ausência da responsável do sonho realizado, falei pra mim mesma que cada ano faria uma festa melhor que a outra. Desafiei-me. Sou ótima com desafios...
Trabalhei cada dia nos preparativos, planos, arrumação... Procurava sugestões, trazia idéias... Tudo para que a festa ficasse linda!
No dia cheguei cedo e arrumei cada coisa que tinha planejado. Pensava em tudo o que passara, no desafio que eu tinha feito a mim mesma e não podia fracassar.
Estava tudo ótimo. Comida gostosa, a escola enfeitada, os funcionários super ativos, família e amigos presentes!
Vez ou outra me pegava sentada, olhando quietinha aquela agitação das pessoas dançando, andando de um lado para o outro... Senti-me realizada porque tinha ganho o desafio. Tinha feito tudo o que pude para a realização da festa. E essa realmente foi a melhor!!!


Bui

terça-feira, 14 de julho de 2009

A tal vida louca...

Temo minhas vontades reais. Não fico parada. Sempre quero alguma coisa. Nunca sei como vou acordar no dia seguinte. Se já terei cansado daquela vida, se me empolgarei com um programa aparentemente comum, se já terei superado aquela dor, se aparecerá outra... Não sei como é ter uma vida regular, sem surpresas, sem dúvidas, sem questionamentos. Não que isso seja uma beleza. Eu ainda estou me acostumando com tantos pensamentos e vontades. Mas me divirto bastante. Adoro não ter a pretensão de ser normal, morna, sem sal... É, porque é assim que vejo as pessoas regradas, reguladas... Arght! Não gosto nem de pensar na monotonia que seria minha vida. É claro que minhas loucuras tem um preço que às vezes sai caro. Mas sairia muito mais caro uma vida plana.
Bui

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O tal que era para ser...

Era para ser passageiro mas ainda está aqui
Era para ser brincadeira mas não perdeu a graça
Era para ser visita mas ficou para dormir
Era para ser pensamento mas virou textos
Era para ser vivo mas me mata
Era para me matar mas me faz viva
Era para se entender mas não tem explicação
Era para ser certo mas erra
Era para preencher mas faz falta
Era para ser sonho mas estou de olhos abertos
Era para ser uma loucura mas só há uma lucidez insuportável
Era para ser uma viagem mas não fiz a mala
Era para dar paz mas perturba
Era para ser conversa mas virou confidência
Era para fugir mas não sabe onde ir
Era para não ter planos mas é cheio de regras
Era para durar mas nem começou
Era para ser música mas não tocou...

Bui

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A tal preocupação...

Ausência total de palavras.
Vontade de ficar sozinha.
Sem vontade de dar uma voltinha.
Sem paciência para conversinha.
Não quero ficar sozinha.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A tal matéria...

E agora o que eu faço com tudo isso que está aqui?
Eu sinceramente não sei. É muito ruim acabar uma viagem antes do tempo, ir embora antes da festa acabar, sair do cinema antes do final do filme, sair do espetáculo antes dos aplausos...
Tô me sentindo assim como quem sai de cena antes de entrar. É como ser reprovada no teste...
É o risco que corremos por se envolver...
Nunca gostei de exatas. Mas acabei vendo que não sou boa de geografia, não desenrolo tão bem... e história que é bom nada!!!
Nadinha!

Bui

A tak

E agora o que eu faço com tudo isso que está aqui?
Eu sinceramente não sei. É muito ruim acabar uma viagem antes do tempo, ir embora antes da festa acabar, sair do cinema antes do final do filme, sair do espetáculo antes dos aplausos...
Tô me sentindo assim como quem sai de cena antes de entrar. É como ser reprovada no teste...
É o risco que corremos por se envolver...
Nunca gostei de exatas. Mas acabei vendo que não sou boa de geografia, não desenrolo tão bem... e história que é bom nada!!!
Nadinha!

Bui

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O tal chopp dos primos...


Estava combinado. Hoje seria a 1ª edição do “Chopp dos Primos”!
Não pude deixar de ter uma crise nostálgica necessária para que mais tarde se transformasse em texto.
Sabe aquela primona que topava qualquer parada? Aquela que viu seu primeiro beijo, que você passava as férias na casa dela, que te fez ver que não só havia luz no final do túnel como também tratou de colocar lâmpadas a mais, que faz você rir até doer a barriga, a Gatinha, que te ensinou que é importante “estar em dia”. Aquela que como você era uma criança que se achava gente, uma adolescente que se achava mulher.
Agora ela estava ali bebendo chopp e na mão esquerda segurando a tulipa havia uma aliança. Iga, quando nos encontramos volto a ser aquela menina brincando de ser mulher.
E aqueles primos mais novos que pareciam ser todos da mesma idade? São homens lindos que hoje despertam interesse nas minhas amigas... Ainda me perco um pouco nas idades mas é fácil me achar. Somos de 2 em 2 anos...
Bom, 2 anos a menos que eu vem o Nil. Irmão de férias. Aquele que fazia meu lado moleca vir à tona. Super engraçado, divertido... e agora super responsável. Cresceu e sua seriedade com a vida não o faz perder o lado brincalhão de ser.
2 a menos que o Nil vem a Bárbara. Mas essa eu prefiro nem comentar porque daria um texto só falando como aquela pestinha louca virou uma linda mulher super comprometida com o que faz.
Depois dela vem o Jeffinho. Gente, aquele primo que tomávamos conta no baile de carnaval está maior que eu! É muito gostoso ver essa transformação do priminho mais novo para o primo que faz parte do nosso chopp.
Opa! Pulei o Gabriel. Não fique triste é que em você a transformação foi rápida demais e ainda levo um susto ao ver que aquela figurinha que viajou (para passar um mês) com uma sunga no bolso agora tem barba...
E a Bia? Aquela menininha desconfiada e séria agora é uma mulher linda que chama atenção aonde chega. Ela pode até continuar sendo um pouco desconfiada mas de séria não tem mais nada... Ô gargalhada gostosa!
Enquanto estávamos ali era como se voltasse no tempo. Eu continuava vendo a gente num baile de carnaval tomando conta uns dos outros. Sentindo todo aquele amor que a família é capaz de dar. Estava ali com pessoas especiais que terei o resto da minha vida. Não tem coisa mais gostosa que primos!
Ah, a pergunta que não quer calar: “Quando será a 2ª edição?”.

O tal lugar para se viver...

Se tem uma escritora que adoro é a Martha Medeiros. Sua forma de escrever parece uma conversa entre amigas. Sinto-me íntima dela. Adoro ler tudo o que ela escreve...
Hoje uma amiga do trabalho sabendo da minha afinidade com a Martha (como já falei me sinto íntima...) trouxe para mim um artigo de 17 de maio que não por coincidência tinha como título: "Um lugar para se viver!".
É impressionante como todo o universo conspira e interfere nas nossas vidas. Tudo o que mais tenho pensado nesses últimos meses é se sou um bom lugar para conhecer, se instalar e é claro amar. Não pude deixar passar em branco a oportunidade de me analisar... E aqui está o resultado:
Tenho museus. É onde guardo obras de arte super interessantes, coisas antigas, mas de um valor inestimável como: amizades, amores, pessoas, palavras, gestos, risos, presenças...
Tenho montanhas. Muitas vezes é preciso subir para ver tudo o que existe em mim. Se você tiver em forma e levar uma aguinha extra vale a pena a escalada.
Tenho um lindo lago que proporciona mergulhos inesquecíveis a quem se habilita e não tem problemas com água fria.
Tenho um parque aquático. Esse é pura diversão! Imperdível! Tem muitos atrativos para todos os gostos. Desde os brinquedos mais radicais aos mais relaxantes. Ah, não posso deixar de avisar: aceitamos carteirinha de estudante, crianças e idosos não pagam.
É claro que não poderia deixar de ter uma praia. É enorme e para quem gosta de exclusividade vai uma dica: alguns pedaços ninguém ainda visitou.
As estações aqui são bem definidas, mas não se preocupe não tem muitos dias de chuva. Ou se preferir consulte nosso blog com a previsão do tempo.
Por aqui se anda de bicicleta com um vento nos cabelos e ora tem cheirinho de chuva, ora de flores, ora de frutas...
Enfim, um excelente passeio para quem procura diversão e novidade e o lugar ideal para morar para quem procura segurança e paz.
Bui

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O tal sentimento...


É confuso. O que eu sinto é enorme e ao mesmo tempo me faz sentir pequena.
Estranhamente não estou infeliz com a inquietação. Não gosto do marasmo. Nunca gostei. Sempre precisei de atividades a ser concluídas. Quando finalizo uma e não tenho nada em vista me desanima. Preciso do agito.
É engraçado. Fiz o que precisava no momento e agora me sinto meio perdida diante das dificuldades. Não nas minhas dificuldades porque como boa “marketeira” analisei antes.... Mas na dificuldade que não se pode calcular. A dificuldade da conversa, de saber o que o outro pensa. Uma coisa é o que diz, outra é o que sente.
As pessoas cobram tanto a fidelidade dos outros e não pensam no quanto é bom, no quanto é prazeroso ser fiel a si mesmo. Tenho pagado um preço por essa minha fidelidade, mas tenho tido um reembolso que vale a pena...
Não sei quanto tempo isso vai durar. Estou curtindo esse tempo e se eu continuar curtindo assim não terei a menor preocupação de fazer isso mudar de vez.
Não fico tentando acertar tudo. Nem tenho a pretensão de tal feito. O que quero é ser eu mesma. Descobrir do que gosto, ficar em minha companhia, me paparicar...
Se amanhã eu descobrir que investi errado não adianta chorar nem sofrer. Eu sei que isso pode acontecer. Sei que posso sofrer, mas também posso ser muito feliz. Ninguém sabe...
Quero muito e tenho pouco. Procuro e acho partes. Escondo-me e sou invadida. Fico enorme e me sinto diminuída. Quando penso que vou sumir estou gigante.
Já tem um tempo que estou assim e quando isso vai acabar ninguém sabe. Acho que nunca. Eu preciso da vida em movimento. Do coração acelerado, das mãos suando, da vontade de viver, de correr...
Mas eu vou poder lembrar do que fiz e não me arrepender de ter me escondido atrás de sentimentos ocultos.
Assumo: não consigo manter escondido o que eu sinto!

Bui

sábado, 30 de maio de 2009

A tal tentativa...

Tô tentando manter a calma.
Tô tentando olhar minha alma.
Tô tentando pensar em mim.
Tô tentando manter a forma.
Tô tentando manter a classe.
Tô tentando ocupar o tempo.
Tô tentando sair de casa.
Tô tentando tirar o pijama.
Tô tentando sorrir.
Tô tentando sair na foto.
Tô tentando recuperar o tempo.
Tô tentando cair no sono.
Tô tentando tirar o peso.
Tô tentando chegar a tempo.
Tô tentando viajar pra perto.
Tô tentando que ele me entenda.
Tô tentando sair fora.
Tô tentando seguir meu caminho.
Tô tentando fazer aula de tênis.
Tô tentando vender minhas peças.
Tô tentando ganhar dinheiro.
Tô tentando ganhar o jogo.
Tô tentando terminar minhas aulas de Wind.
Tô tentando terminar meu livro.
Tô tentando ler revista.
Tô tentando não pensar.
Tô tentando não recuar.
Tô tentando não me acabar.
To tentando não pirar.
Tô tentando ir malhar
Tô tentando mergulhar.
Tô tentando conversar.
Tô tentando não gritar.
Tô tentando ser feliz.Tô tentando achar o que me faz ficar nesse enorme vazio...

Bui

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A tal invasão...


Sempre procurei o equilíbrio e só tive inconstância.
Procurava certezas para a existência. Onde poderia estar? O que fazer para encontrar? Enquanto tudo isso era racional em mim não havia respostas. Mas basta que a gente se distraia, basta um segundo para que tudo mude de lugar, de pessoa, de corpo. Fui atropelada por uma avalanche de pensamentos e questionamentos sobre minha existência.
Fiquei ali vulnerável e aberta para o conhecimento. Uma invasão. Perdi o controle e agora já não sei mais o que é bem ou mal, certo ou errado.
Se eu disser que estou calma estarei mentindo. Quem fica tranqüila ao ver seu esconderijo sendo invadido? Quero conhecer cada invasor. Há um segundo eu estava ali descontraída, solta, sem a pretensão de visitas.
Nem que eu quisesse conseguiria ser a mesma pessoa. Parece que tudo a minha volta parou e eu, só eu, corro de um lado para o outro, tentando acalmar o que grita dentro de mim, o que transborda em cada um dos meus poros.
Queria poder ficar ali quietinha, paradinha uns tempos para ouvir e tentar entender essa minha loucura tão lúcida. Essa busca por respostas que ninguém sabe me responder. Essa vontade... Ai deixa pra lá!
Enquanto todos dormem no silêncio da cidade meu esconderijo está em festa. E depois que a festa acabar? Bom, como sou a dona do lugar EU terei que arrumar, limpar e colocar tudo no lugar...
É melhor aproveitar a festa porque amanhã vou trabalhar para arrumar as coisas, catar os caquinhos... Mas não antes de tomar um remedinho para ressaca.

Bui

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O tal investimento...


Estava muito difícil.
Quem queria, não a queria e quem a queria, não queria.
Não queria ser uma pessoa presa, por isso não queria essa pessoa que a repreende. Não queria quem a deixara esperando tantas vezes. Quem não fora sincero naquele momento em que investira tudo. Não queria essa pressão psicológica da idade. Não queria essa falta de liberdade e segurança. Não queria não ser notada. Não ser reconhecida em sua arte. Não ser ouvida em seus momentos. Deixara de ser ela própria tantas vezes... e agora só quer recuperar o tempo que perdera. Queria se conhecer e entender melhor. Dar valor à aquilo que ele não dara. Não adiantava procurar respostas e pedir explicações a quem não sabe o que faz...
Queria aquela coisa boa. Aquela saudade que dá vontade de sair correndo para encontrar. Aquela alegria de viver. Aquela inspiração para criar. Aquela energia boa. Queria quem a ouvisse. Quem lia suas coisas. Quem pelo menos se interessava pelo o que dizia.
Chegou a hora de realmente deixar pra trás o que não lhe cabe mais. O que saiu do tamanho, ficou pequeno. Chegou a hora de comprar coisas novas, idéias novas, estampas novas.
Por dentro estava tudo muito claro. Sabia o que realmente desejava e faria o que fosse preciso para ter sua felicidade de volta.
Não, não estava confundindo nada. Pelo contrário sabia exatamente o risco que corria. Calculara tudinho. E por mais alto que pudesse parecer o preço ela queria investir na sua felicidade.


Bui


segunda-feira, 25 de maio de 2009

A tal confusão mental...

Hoje por favor, não quero falar com ninguém.
Preciso me ouvir. Há muito que não escuto o que quero.
E agora, logo agora que estou fazendo exatamente o que EU tenho vontade estou errada?
Quem é que escreveu essas regras, hein? Só quero viver uma coisa que valha a pena
Caramba, eu sinto uma coisa tão boa como isso pode ser mau? Juro que não consigo entender. Não estou sendo má.
Estou de novo sozinha e preciso resolver.
Será que sumir uns tempos vai me ajudar? Não sei. Vou levar minha consciência e todas as questões a serem resolvidas. Queria poder analisar friamente a situação e resolver o que fazer, mas estou envolvida até o último fio de cabelo. É impossível olhar com outros olhos.
E se eu viajasse sem que ninguém soubesse? Ficaria livre para decidir o que fazer, o que comer. Liberdade! É só isso que eu quero!
A minha liberdade! Principalmente a que vem de dentro. Aquela sensação de estar sendo você mesma. De poder fazer o que você tem vontade e saber que ninguém vai perturbar. Você não deixa que ninguém entre na sua energia e a perturbe. Tem segurança no que faz e diz. Tem prazer em viver.
Quero acordar com a certeza.
Levantar com ânimo.
Comer com prazer.
Estudar com vontade.
Trabalhar com motivação.
Encontrar com amigos.
Conhecer quem me interessa.
Voltar pra casa satisfeita.
Dormir em paz.


Bui

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A tal normalidade...

Amigos quando se encontram num bar é sempre uma ótima inspiração para escrever...
Apesar dela não ter combinado o encontro aconteceu.... Aquela caneca suada inconfundível... Assuntos variados... Novidades no ar...
Um brinde ao encontro!!!
Falaram muito e sobre diversos assuntos mas é claro que as diferenças e jogos entre homens e mulheres foi o mais cotado.
Chegara à conclusão de que nunca gostara da normalidade. Deve ser porque nunca se adaptara muito bem.... Sempre almejou coisas diferentes. Situações diferentes. Momentos diferentes. Mas pessoas muito parecidas com ela sempre a atraíra.
Um brinde às diferenças!!!
Mas o que é normal é o certo? Quem disse que o que todo mundo faz é que é o certo? O que queria era errado? Não ser normal significa ser errado?

Não. Não para ela. Não para a maioria das pessoas. Que atire a primeira pedra quem nunca esteve na sua situação. Quem poderia julgá-la? Ninguém sabe o dia de amanhã.
Um brinde às pessoas!!!
Gostara exatamente dessa normalidade tão diferente.
Dessa diferença tão normal.
Gostara dessas coincidências cheias de explicações.
Desse ciclo que a cercava.
Gostara de tudo do jeitinho que se apresentara, sem mudar nada, sem mudar ninguém.
Um brinde a essa tal normalidade!!!

Bui

terça-feira, 19 de maio de 2009

A tal indignação...

Não conseguia entender.
Como pode pessoas que antes significavam agora não mais...
Naquele momento a única coisa que queria era nunca ter vivido aquilo... não daquela forma... Que ridículo!
Perdera tempo. Desperdiçara amor. Gastara seu carinho.
A admiração agora estava turva... não dava mais para ver.
Não se deve dizer coisas que não se sente. Viver o que não se quer.
Sempre fora tão fiel a suas palavras, atos... E por que logo ela tivera que passar por isso? Não era invenção nem egoísmo... aquilo tudo era demais!
As pessoas só fazem com a gente o que deixamos que façam.... Mas ela não tinha deixado nada.
E agora, não queria realmente mais nada. Só sentia que aquilo não a fizera bem
Que se danem.
Só não preciso ver.
Só não quero mais saber.

A tal mensagem...

Outra noite que se vai...
Estava perdida nos pensamentos... No meio de tantas vontades... Se cada pessoa que passa pela gente tem uma mensagem quem somos nós para interferir nisso?
Não, não estava louca.
A maneira como abordamos outras pessoas determina a rapidez em que evoluímos, e a rapidez com que nossas perguntas sobre a vida são respondidas.
Entendia que quando as pessoas cruzam nossos caminhos, há sempre uma mensagem para nós. Encontros casuais não existem. Não acreditara em coincidências.... Sabia que em algum lugar aquilo tinha uma explicação.
Mas o modo de respondermos a esses encontros determina se somos capazes de receber a mensagem. Se temos uma conversa com alguém que cruza nosso caminho e não vemos uma mensagem sobre nossas questões atuais, isso não significa que não houvesse uma mensagem. Nós é que apenas que não a captamos, por algum motivo. Temos que parar o que estamos fazendo, seja lá o que for, e descobrir a mensagem que temos para aquela pessoa e a que ela tem para nós. Quando compreendermos isso nossa interação será mais objetiva e deliberada.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O tal...

Um convite intrigante
Uma descoberta reveladora
Uma promessa de aventura
Um romance sussurrado
Uma questão respondida
Um segredo guardado
Uma vida mudada
Um destino cruzado
Um caminho escolhido
Uma certeza gravada
Uma música lembrada

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O tal surfista...

Desisto. Não vou mais tentar entender. É melhor ir gastar um pouco de energia. Coloquei o tênis e fui correr. No caminho os pensamentos sobre não me deixam em paz.
Ufa! Cheguei! Nossa o mar está lindo! Que visual... Decido sentar um pouco para admirar as ondas perfeitas no seu balé... Fico numa espécie de transe diante daquela paisagem paradisíaca.
Observo, observo... Vai me dando uma paz...
Começo a observar os surfistas. Como correm para o mar de peito aberto. Já sabendo que aquilo os faz sentir melhor. Já correm sorrindo, sem medo de se jogar... E literalmente se jogam...
Tem também os que ficam lá quietinhos esperando a melhor onda. E quando ela vem, ela sempre vem, eles sabem exatamente a hora.
Identifico-me com esse surfista que corre e se joga. Pra mim é tudo assim. Entro mesmo. Defendo com unhas e dentes. Não agüento esperar a melhor hora e talvez por isso muitas “horas certas” tenham vindo do meu relógio.
Não sou manipuladora nem egoísta. Só quero viver. Tenho tantas coisas ainda... Se eu não viver o agora agora quando será? Depois vou querer viver outras coisas e o que ficou impacado deixo pelo caminho.
Até seria bom se eu conseguisse olhar e esperar a “melhor onda”. Mas literalmente não é da minha personalidade. Tá, eu sei que seria menos ansiosa mas é que não quero perder onda nenhuma. Não enquanto eu tiver esse coração acelerado que quase me sai pela boca, essas mãos suando, esse frio na barriga. Enquanto eu tiver essa vontade de viver, conhecer...
Agora o pôr do sol dá um tom laranja na praia toda. Nossa, fiquei aqui muito tempo. Preciso ir correr. Preciso me exercitar....

Levanto, me espreguiço...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh!
Começo a correr... Ih! Consegui ficar um tempão sem tentar entender.... Preciso ver mais o pôr do sol...

Bui

terça-feira, 12 de maio de 2009

O tal retorno...

Desculpa gente mas sou assim. Não consegui mudar até hoje e não vai ser agora que isso vai ser diferente. Sou sim movida a retorno. Eu sei, eu sei que isso não é coisa de moças bonitas. Pensando bem quem disse que não sou uma boa moça? Tenho duas cachorras que às vezes dou banho, troco o jornal, dou carinho e atenção. Lavo a louça em casa, lavo e passo minhas roupas. Ajudo uma senhorinha a atravessar a rua. Tenho muitas amigas e não falo mal de nenhuma delas. Medito. Rezo todos os dias. Pronto! Viu como sou uma moça boazinha? Estava com pressa e não esperei um pessoal antes de fechar o elevador, não comprei a fralda para o filho de uma piveta de rua, já me envolvi com um professor... Ih, voltei a ser aquela menina má.
E quem disse que ser assim é defeito? Só preciso de estímulos. Preciso saber que quem está comigo realmente está ali. Não gosto do tanto faz, da coisa morna. Ou me ame ou me odeie mas sinta alguma coisa! Quem passou pela minha vida sabe que sou assim essa inconstância eterna e por isso preciso de coisas constantes.
Preciso da certeza do caminhar lado a lado. Da troca. Preciso encontrar, falar, rir, chorar. Preciso constantemente de sentimentos aflorados, de sorriso largos ou lágrimas incertas.
Não que a solidão me assuste, pelo contrário. Quando estou sozinha me divirto comigo mesma. Me conheço. Me ouço. Faço minhas vontades. Mas não é sozinha que vivo grandes momentos. Preciso desses “serezinhos” escolhidos a dedo pelo destino para estar comigo.
Sou boa e má. E eles, os eternos, gostam exatamente disso. Dessa minha capacidade de ser boa e má. De ter um coração mole e ser orgulhosa. De ser uma mulher cheia de dúvidas mas com certezas claras. De parecer tão frágil e forte. Não isso não é descontrole feminino. É a antítese disso. Sinto-me na mais perfeita saúde mental quando estou sendo estimulada.
Desculpe gente, mas sou assim. Boa ou má é desse jeitinho que sou muito feliz!

Bui


segunda-feira, 11 de maio de 2009

A tal fase transitória...

Não aguento essas fases transitórias... Já abandonamos o lugar onde estávamos mas ainda não chegamos onde queríamos. Começa uma revolução interna. Você sente que precisa mudar. Tudo em você a expulsa dessa vidinha que já não lhe cabe mais e aí já não temos força nem controle sobre nossas palavras e ações. Fazemos o que nem sabíamos ser capazes. Mas agora já foi feito. Será que já saí dessa tal fase transitória? Talvez. Talvez ela tenha começado no momento que expus o que até então só eu sabia.

Essa fase é minha e não vou deixar que ninguém me tire dela senão meus objetivos. Senão minha vontades e meus desejos. Acho até que já estou gostando de não saber pra onde vou... apesar de saber exatamente onde queria estar!
Bui

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A tal casa nova...

Conhecemos o lugar, gostamos e decidimos nos mudar.

Quando estamos de mudança precisamos fazer uma limpa. Cartas antigas que não lemos, roupas que não usamos, enfeites que não gostamos mais... Tudo isso vai embora para dar espaço pra tudo de novo que virá.

Uma casa nova merece coisas novas.

Mudar não é fácil. Empacotar tudo e se despedir da velha casa dá um certo aperto no peito. Mas nada que a vontade da casa nova não resolva. Na verdade o aperto no peito é muito mais pelo que já foi vivido do que pela mudança em si. Até porque se decidimos nos mudar é porque a casa onde estamos não nos atende mais...

Na casa nova nos sentimos confortáveis. É um novo espaço pra gente. Decoramos cada pedacinho. Descobrimos coisas novas sobre o lugar. Quando saímos ficamos querendo voltar logo. Recebemos os amigos e mostramos como é linda.

Agora sim! Da varanda dá para ver o mar....

Acho que nunca mais vou querer me mudar...

Se eu fosse você mudava de casa também!
Bui

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A tal Terrinha e a tal Cidade...

Era impressionante como aquelas conversas a faziam sentir-se bem. Conseguia captar a energia boa que vinha por meio das frases, palavras, letras. Tudo a fazia ter a certeza de que era ele. O papo sempre rolava de uma maneira agradável (assim como ele). O encontro da Terrinha maravilhosa com a tal Cidade maravilhosa estava prestes a acontecer.

A Terrinha vinha com esperança de uma nova vida. A Cidade trazia na bagagem muitas expectativas de um novo caminho. Na Terrinha tinha sempre uma brisa no ar, um vento nos cabelos e um cheirinho de novidade. A Cidade tinha medo de que nada do que ela pensara fosse de fato acontecer. Mas era muito forte e o medo deu espaço de vez a uma curiosidade imensa de realmente viver o que já sentira há algum tempo.

A Cidade maravilhosa era maravilhosa e não tinha o que temer... A Terrinha era encantadora. Cada pedacinho fascinava a Cidade que se via completamente envolvida.

A Cidade estava mudando. Coisas acontecendo. Protestos e novas construções a refaziam dia pós dia. Estava ficando mais bonita, mais atraente para os turistas. A Terrinha não tinha noção de que isso estava acontecendo por causa dela ( ou dele...).

Já a Terrinha era bem tranqüila... A alegria era vista de longe... E a energia boa sentida a distância.

Numa coisa concordavam: tanto a Terrinha quanto a Cidade eram maravilhosas!!!

Bui

terça-feira, 5 de maio de 2009

O tal do encontro...

Não. Não era um mero encanto. Um mero engano.

Só queria que ele a deixasse mostrar tudo o que sentia... Não era possível explicar com palavras. Adoraria viver isso com ele. Esforçava-se para começar tudo de novo. O queria muito. Não estava enganada. Será que será correspondida? Será que ele ri por trás? Será que ele pensa nisso tudo? Será que pelo menos ele ficou curioso? Será que acha tudo isso uma loucura sem fim? Será que ele gosta de loucuras?

Os pensamentos a perturbavam desde o momento em que abria os olhos pela manhã...

Decidiu que precisava de alguns dias para resolver a vida. Uns dias com ele! Pra isso precisava começar a arrumar a viagem...

Uma coisa ela tinha certeza: ia ao encontro dele!
Bui

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O tal do pote...

Estava brincando na beira do mar quando perdeu seu anel. Resolveu então mergulhar para achá-lo. Nadou, nadou, nadou... Quando chegou bem no fundo não conseguia imaginar como todas aquelas coisas lindas viviam no fundo do mar sem que muitos conhecessem. Eram corais lindos, estrelas do mar, peixinhos de todas as cores... Mas de repente a menina se encantou por um bichinho diferente. Não conseguia tirar os olhos dele. Sentiu uma enorme vontade de tocá-lo mas não sabia se podia... Aquele sem dúvida era o mais bonito de todos.... Nadava como num passo ensaiado deixando perplexa a pequena menina. Resolveu que iria chegar mais perto para conhecê-lo. Não podia conter a emoção... A menina ria e chorava de felicidade... Era o mais lindo de todos os bichinhos que já encontrara! Se aproximou. O bichinho parou e a olhou... A menina o cumprimentou e perguntou o que ele era exatamente. Ele respondeu educadamente. Ela não se contentara com a resposta e quis saber onde ele morava, o que fazia, o que comia... Ele sempre muito atencioso respondeu à todas as perguntas da curiosa menina que não conseguia mais esconder (nem dele) seu encantamento.

Todos os dias a menina mergulhava para ir atrás do seu "novo amigo". Mas no fundo ela sabia muito bem o que queria dessa história toda...

Mais uma vez se encontraram, conversaram... Tudo estava indo como sempre até que a menina resolveu que iria levá-lo com ela. Ele não sabia dos planos dela e a recebeu bem como todas as vezes...

Quando ele estava contando como tinha sido o seu dia a menina rapidamente pegou o bichinho na mão e o colocou dentro de um pote. Nadou o mais rápido que pode para não ser descoberta. Quando chegou novamente na areia qual não foi sua surpresa ao olhar para o bichinho... Ele estava parado, perdido, solto, boiando no fundo do pote. A menina caiu num pranto profundo até que adormeceu ali.

Quando acordou haviam uns surfistas na praia que viram o desespero da menina ao ver seu bichinho morto vieram acalmá-la.

"- Ele não podia ter feito isso comigo!" Repetia a menina

"- Mas o que você fez?" Perguntavam os surfistas

"- Nada. Eu só queria que ele ficasse comigo..." Ela choramingava

"- Poxa, você não fez mesmo por mal.... Mas é que esse bichinho é de uma espécie muito sensível... Pelo jeito você não sabia ? Olha, não chora mais... você vai conseguir outro bichinho pra você. Mas vê se não faz a mesma coisa ? senão ele não aguenta"

"- Tá bom ... muito obrigada"

A menina foi embora muito triste e com um vazio enorme no peito... chorou, chorou... Quando chegou em casa lembrou que o bichinho havia dito de que espécie ele era. Ela muito ansiosa foi pesquisar. Leu exatamente aquilo que os surfistas disseram: que ele é um animal muito frágil e sensível e mesmo com um toque ele morre.

Achou melhor ter mais calma da próxima vez...

De que espécie era o bichinho? Cavalo. Cavalo- Marinho

Bui

A tal desconcentração...

Ela não conseguiu se concentrar no trabalho.
Não conseguiu dizer o trajeto para o taxista.
Não conseguiu arrumar o que faltava.
Não deixou a janela fechada.
Não abriu a porta.
Não teve fome.
Não teve sede.
Não teve sono.
Não conseguiu prestar atenção.
Não foi no curso.
Não conseguiu dar a resporta.
Não conseguiu ouvir a pergunta.
Não desceu no ponto.
Não ouviu o sinal.
Não entendeu a prova.
Não viu o azul do mar.
Não fez a cama.
Não tirou o pó.
Não desligou a televisão.
Nao ligou o radio.
Não atendeu o celular.
Ninguém a atendeu ao telefone.

Ninguém a explicara o que estava acontecendo mesmo sem que ela tivese escolhido...

Não entendera nada... nem a si mesma que pedira uma explicação em vão para quem não a enxergava...

Que pedira uma atenção a quem não a ouvira...

Que pedira um momento a quem não parou a vida...

Que pedira um sinal... a quem não ouvira suas mensagens...

Só queria que essa tal desconcentração passasse...

Bui

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A tal roupa nova...

Encontrou a amiga no cinema como o combinado. Chegaram antes da sessão com tempo suficiente para fofocarem bastante. Conversaram sobre filhos, correrias do dia a dia, viagens, loja, roupas... Até que chegou no assunto. O tal assunto que a fizera perder o sono tantas vezes. As amigas não entendiam como coisas tão bobas as deixavam suspirando por alguns dias... Uma ligação que não recebe há quase 1 mês, um elogio inesperado, um convite que não é feito....
Durante o filme parecia que era ela naquela tela enorme. Durante duas horas era como se a própria vida estivesse ali exposta (ainda bem que o cinema não estava cheio....rsrs). Reviveu relacionamentos antigos, conheceu os novos mas o que a fizera pensar era exatamente o ponto em que se encontrava: Largar tudo e viver essa nova paixão ou tentar recuperar o que está perdido. Comprar uma roupa nova é muito mais interessante do que costurar uma velha.... A roupa nova vem com aquele cheiro de loja, etiqueta... sem contar no friozinho na barriga que dá em estrear uma linda roupa nova! Mas quando aquele jeans que lhe cai como uma luva, super confortável, resolve rasgar a gente pira e quer costurá-lo de qualquer jeito....
Será que ele era aquele jeans tão amado? Achou que nem gostava mais desse jeans e ele ter rasgada foi mero descuido.
Mas a roupa nova não. A roupa nova vinha com todo o encantamento de tudo o que é novo! A minha cor preferida. O tamanho era o ideal: nem curto nem longo. Confortável e ainda por cima de algodão orgânico! Era disso que ela precisava! Mas e se lavar e o vestido encolher? Eu uso como blusa. Essa era a única preocupação? Pensou, pensou... Estava pronta! Era exatamente isso que queria: essa roupa nova! É melhor correr para comprar uma roupa assim tão linda acaba rápido....
Qual era o nome do filme? Ele não está tão afim de você.
A cor da roupa? Azul. Azul Marinho

Bui

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Alguém Incrível!

Aos 26 anos ela conheceu alguém incrivel!

Alguém que gostava de tudo que ela gosta. Alguém que a fazia rir e ria das piadas dela. Alguém que ria! Ah, o sorriso que rapidamente virava uma gargalhada gostosa... Alguém que era exatamente o que sempre quisera mas não sabia que realmente existia. Alguém que a fazia se sentir importante, alegre, feliz. Alguém que a completava pelo simples fato de existir... Alguém que não cobrava nada mas sentia tudo. Finalmente ela o encontrara e não queria que nada atrapalhasse essa alegria no coração, esse frio da barriga... Alguém de um papo sempre interessante apesar das poucas palavras. Alguém que a fizera perceber o sentido de tudo.

Sempre ouvira falar que quando menos se espera a vida muda e nos mostra que nada é por acaso. Que não existem coincidências. Que não existe momento certo ou momento errado. Que mostrara que as coisas simplismente acontecem... E agora que ela conhecera alguém tão familiar sabia que ali começava uma historia... E que outras terminariam...

domingo, 26 de abril de 2009

"Saudade já não sei se é a palavra certa para usar..."
<:AtomicElement>
A gente só sente saudade do que viveu? Então se não aconteceu é vontade?
Tenho saudade de muitas coisas... mas isso depois falo. Agora vou falar de vontade.
<:AtomicElement>
Vontade de tantas coisas, pessoas, cores... Hum... vontade de pessoas...
Quando eu era criança os mais velhos diziam: "- Vontade é coisa que dá e passa..." Nessa época minhas vontades até passavam mas agora a vontade dá asas a uma imaginação incrível. É instigante. Quero ter vontades e realizá-las. Não sei se essa vontade vai passar. Quero correr para matar essa vontade. Agora tudo é muito mais intenso e real. Quando se é criança as vontades são mais fáceis de serem resolvidas mas quando a gente cresce não depende mais de ninguém para realizá-las a não ser nós mesmos... A vida fica dependendo só de você. Depende de cada um correr atrás do que se tem vontade.

Bom, se eu vou matar essa minha vontade ou não conto assim que tiver essa resposta mas não garanto que chegará logo... Bem que eu queria... rsrs

sábado, 25 de abril de 2009

Coisas que me fazem feliz...

- A felicidade das minhas cachorras quando chego
- A gargalhada da minha mãe
- O cheirinho da comida pronta
- O prazer de voltar para casa
- A praia pela janela
- Uma peça minha de artesanato bem feita
- Um texto que faz pensar...
- O vento que dá no coração quando penso nele
- Minha música favorita
- Planos para o futuro
- Meu filme com pipoca
- Banho demorado
- Ficar debaixo do edredon num dia chuvoso
- Passar o dia na praia
- Sair com amigos
- BG com elas... rsrs
- Perder tempo comigo
- Uma mensagem no meio da noite
- Uma ligação no meio do dia
- A certeza de que a busca um dia termina...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Minha estréia

Hoje é o dia da minha estréia... e eu, ao contrário da minha irmã, adoro uma novidade! Adoro o primeiro passo, adoro o desafio de encarar o desconhecido, adoro buscar cada vez mais e mais coisas que não conheço. Tanto que, assim que recebi o e-mail dela dizendo que tinha criado esse blog e queria dividir comigo, saí correndo pra escrever meu primeiro post!

(É claro que isso diz muito sobre o medo das coisas que são constantes... mas isso fica pra um próximo texto.)


Bom, vamos que interessa.

Depois de ler o post anterior, percebi o que não tinha me dado conta ontem: esqueci o dia do aniversário da minha avó. Talvez seja pela correria que foi meu dia de ontem, talvez seja porque era exatamente ela quem ligava pra toda a família pra lembrar os aniversários... mas na verdade, eu acho que foi porque é muito mais fácil a gente lembrar de coisas tristes do que felizes.

Lembro perfeitamente o dia em que ela foi embora... lembro a hora, os minutos. Lembro da sensação, lembro do sentimento, do rosto de cada umj que estava lá... e lembro disso com muito mais frequência até do que eu gostaria. E lembro com tanta força que não dá pra tirar essa lágrima presa nos olhos, e aquele embrulho no estômago. E eu dúvido que isso não aconteça com todos, sobre muitas coisas.

O que eu quero dizer com isso? Que os maus sentimentos sempre deixam marcas tão profundas que, muitas vezes, fazem a gente esquecer a quantidade absurda de sentimentos bons que vivemos. Por isso, que ela me desculpe o atraso (e tenho certeza que ela desculpará), mas FELIZ ANIVERSÁRIO, vozinha!

16 de abril é uma data muito feliz porque, a partir desse dia, uma estrela começou sua vida na Terra. E foi o começo de tantas e tantas realizações nesses muitos anos em que ela esteve aqui cuidando da gente, que é um dia que merece ser MUITO comemorado! Tenho certeza que lá em cima estava tendo uma festa danada enquanto eu ia ao dentista... bem que eu notei que a noite estava sem estrelas - estavam todas no aniversário da minha avó! ;)

Bom, hoje é sexta-feira, eu estou cheia de dor de cabeça, tenho uma prova difícil à noite... mas certamente vou tomar bons choppes em comemoração ao dia de ontem! Ainda dá tempo, né?

Dia Especial

Hoje é um dia especial!!!! Ou foi um dia... um dia.... Mas o que é especial deixa de ser? Porque perdemos o interesse? Não é o caso... Uma estrela que foi brilhar em outro lugar continua sendo especial, mesmo longe da gente. Tenho dúvidas se está mesmo longe ou só transparente... Transparente pra quem? Pra mim é que não é. sinto e vejo em tudo que faço. Em tudo de mais lindo e verdadeiro. Só que ao invés de brilhar fora agora só tem brilho e força dentro. que bom! assim fica guardadinho aqui. Nem sei explicar isso... Não dá para descrever... só sentindo... estava tudo aqui certo e de uma hora para outra, cadê? onde foi parar? quando vou encontrar? são perguntas que ainda não consigo achar respostas. Talvez ainda não tenha estudado o bastante. Acho que tenho que ler mais. Só queria que esse nó na garganta tivesse fim. Mas não passa, não passa, não passa, não passa...

(Isso aconteceu ontem mas não tive como escrever. Minha alma estava aflita demais para isso...)

Estreia

Sempre tive medo do desconhecido, do primeiro... E aqui estou eu inaugurando esse blog!
Bom, inauguração, estreia, soam muito melhor! Até me lembra o tempo de teatro. Tantos ensaios, textos... E no grande dia o friozinho na barriga (ele sempre aparece nessas horas). Será que quem eu tanto quero vem? Será que já chegou? Ou será que não vem mesmo? Ih.... ah, pode ser que apareça quando eu menos esperar! Meu Deus! Isso é só um blog. Isso é só um blog! Isso é só um blog? Não isso é a MINHA ESTREIA NO MEU BLOG. Ai, tá me dando o tal friozinho de novo...
1, 2, 3 e.................
MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!