quinta-feira, 28 de maio de 2009

A tal invasão...


Sempre procurei o equilíbrio e só tive inconstância.
Procurava certezas para a existência. Onde poderia estar? O que fazer para encontrar? Enquanto tudo isso era racional em mim não havia respostas. Mas basta que a gente se distraia, basta um segundo para que tudo mude de lugar, de pessoa, de corpo. Fui atropelada por uma avalanche de pensamentos e questionamentos sobre minha existência.
Fiquei ali vulnerável e aberta para o conhecimento. Uma invasão. Perdi o controle e agora já não sei mais o que é bem ou mal, certo ou errado.
Se eu disser que estou calma estarei mentindo. Quem fica tranqüila ao ver seu esconderijo sendo invadido? Quero conhecer cada invasor. Há um segundo eu estava ali descontraída, solta, sem a pretensão de visitas.
Nem que eu quisesse conseguiria ser a mesma pessoa. Parece que tudo a minha volta parou e eu, só eu, corro de um lado para o outro, tentando acalmar o que grita dentro de mim, o que transborda em cada um dos meus poros.
Queria poder ficar ali quietinha, paradinha uns tempos para ouvir e tentar entender essa minha loucura tão lúcida. Essa busca por respostas que ninguém sabe me responder. Essa vontade... Ai deixa pra lá!
Enquanto todos dormem no silêncio da cidade meu esconderijo está em festa. E depois que a festa acabar? Bom, como sou a dona do lugar EU terei que arrumar, limpar e colocar tudo no lugar...
É melhor aproveitar a festa porque amanhã vou trabalhar para arrumar as coisas, catar os caquinhos... Mas não antes de tomar um remedinho para ressaca.

Bui

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